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ENGENHO DE DENTRO

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Concorra a cortesias para assistir ao espetáculo "Engenho de Dentro":
Se você for um dos sorteados retire sua cortesia até o dia 01/11 (quinta-feira), na Av. Getúlio Vargas, 291, das 9H às 15H.".

Vigência: 30/10/2018 à 31/10/2018
Resultado: 31/10/2018

Promoção encerrada

  • Rubens Januario Poggiali de Souza
  • Wantuir de Souza

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Concorra a cortesias para assistir ao espetáculo "Engenho de Dentro":
Se você for um dos sorteados retire sua cortesia até o dia 01/11 (quinta-feira), na Av. Getúlio Vargas, 291, das 9H às 15H.".

Grupo Maria Cutia estreia “Engenho de Dentro”, solo de
Leonardo Rocha, com direção de Eduardo Moreira (Grupo Galpão)
Novo trabalho celebra a terceira parceria da companhia com o diretor; o espetáculo propõe um mergulho na experiência de criação a partir do aprisionamento e da loucura, com referências na obra 
dos artistas brasileiros Emygdio de Barros e Arthur Bispo do Rosário 
e de autores como Gógol, Cervantes e Machado de Assis.
 
No dia 27 de outubro (sábado), estreia “Engenho de Dentro”, novo trabalho do Grupo Maria Cutia, com direção de Eduardo Moreira (Grupo Galpão) e assistência de direção de Antônio Rodrigues (ex-integrante da Cia Candongas e Outras Firulas). Espetáculo solo do ator Leonardo Rocha faz curta temporada até 4 de novembro, no Teatro de Bolso do Sesc Palladium. De quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Ingressos a R$15 e R$7,50 na bilheteria do teatro ou pelo site ingressorapido. Teatro adulto. Duração: 55 minutos. Gênero: Teatro Contemporâneo. Mais informações para o público: (31) 3270-8100 [bilheteria do teatro] e (31) 9 8888-1331 [whatsApp Maria Cutia] ou pelas redes sociais do Grupo [instagram e facebook: @mariacutia]. 
 
A costura de trechos sobre a loucura encontrados na obra de Cervantes, Tchekhov, Machado de Assis, Fitzgerald, Gógol constroem a narrativa dramatúrgica de “Engenho de Dentro”. Em cena, Leonardo Rocha retrata o universo de um homem confinado em um quarto. Em tom sarcástico e ácido, ele relata suas histórias delirantes, aventuras fantásticas e desvarios. Sente-se vigiado pelos olhares de seu perseguidor imaginário, que assume distintas formas e personalidades. Recluso em suas memórias alucinadas nos convida a uma viagem delirante e poética ao universo da loucura. 
 
O ator Leonardo Rocha explica que “a intenção do espetáculo não é discutir a loucura de forma documental e denunciativa com referências aos tratamentos como o eletrochoque, praticados em Barbacena, ou à luta antimanicomial. “Quero provocar a reflexão sob o ponto de vista da personagem, o olhar dela sobre o mundo, e não o olhar do mundo sobre ela. Porque se nos imaginarmos trancados num quarto durante muitos dias, meses, anos, décadas, que mundo iremos criar para nós mesmos?”, afirma. Como exemplo, o ator cita o artista carioca Emygdio de Barros que só começou a pintar após ter sido internado como louco, por 23 anos, no Hospital Psiquiátrico Pedro II, localizado no bairro Engenho de Dentro (RJ). “Não à toa, o nome do espetáculo, simbolicamente, também é uma referência ao bairro que abrigou e abriga até hoje tantos artistas que tentam nos explicar - por outro viés - o nosso ‘engenho de dentro’ ”, conta. 
 
Para construção do personagem, o ator do Maria Cutia utilizou como ponto de partida figuras que viveram a experiência de confinamento a partir da loucura e passaram a criar. Em cena aparecem referências como a deEmygdio, Fernando Diniz, Adelina Gomes e Carlos Pertuis - cujos trabalhos foram expostos no Museu de Imagens do Inconsciente (*ver abaixo), criado pela psiquiatra carioca Nise da Silveira (RJ). Leonardo evoca também, durante o trabalho, imagens de Arthur Bispo do Rosário e de outros artistas mineiros contemporâneos que são usuários da saúde mental, em Belo Horizonte. 
 
Para o diretor Eduardo Moreira (Grupo Galpão), que também assina a dramaturgia, “nosso personagem de ‘Engenho de Dentro’, apesar de aprisionado num quarto, afirma a importância da poesia como lugar incontrolável e de liberdade suprema, que as instituições são incapazes de cercear. Tudo o que ele diz e a sua maneira de ver o mundo, nada é tão atual nos dias de hoje quanto esse poder revolucionário da palavra poética que escapa de todo tipo de controle, é libertador e necessário para o ser humano”, diz.
“A loucura é um ponto de vista”, explica o assistente de direção Antônio Rodrigues. “Nosso trabalho pretende fazer com que a história de nosso personagem, encerrado num quarto, seja verdadeira. Para ele, nada do que pensa ou diz é loucura e sim realidade. Procuramos retratar em cena um ser humano e não um louco”, completa.

Ao entrar no teatro, o público já se depara com o ator em cena, que se movimenta pelo palco com gestuais inquietos e rápidas oscilações de humor. Ele nos revela, aos poucos, o cenário composto por uma mesa, uma cama, uma cadeira, um biombo e um espelho que estão pendurados por cordas. Construído por Leonardo Rocha, o cenário de “Engenho de Dentro” conduz o espectador a uma atmosfera de suspensão da realidade. “Há uns anos fui a uma exposição no Rio de Janeiro com algumas obras do artista sergipano Arthur Bispo do Rosário, chamada “Flutuações”. As obras ficavam suspensas, no meio de uma sala. A ideia de suspensão do real me tocou profundamente. Em nosso espetáculo, os móveis também parecem levitar, apenas tocam o chão, como se a realidade estivesse sempre flutuante”, explica.
 
Para compor o figurino, a artista mineira Julia Panadés fez uso das técnicas do bordado e colagem de tecido adotadas na obra do Bispo do Rosário e de Louise Bourgeois. “Na túnica que o Leonardo veste e que lembra uma camisa de hospital, fiz aplicações em linho e seda, aderindo os recortes de cores para compor figuras com costura e bordado. Para a definição das imagens tecidas recorri a elementos presentes no texto, algumas expressões como ‘continente cercado de água’ e ‘sol pelo buraco da fresta’, e substantivos, como ovo, anjo, caminho, corda, chuva, cadeira, bússola, entre outros”. 
 
A preparação corporal é da bailarina EliatriceGischewski, que repete a parceria com o Maria Cutia também na montagem “ParaChicos”. Eliatrice realizou o trabalho de corpo da premiada montagem de “Cachorro Enterrado Vivo” - solo do ator mineiro Leonardo Fernandes que ganhou o prêmio APCA, em São Paulo, no ano passado. A Direção de voz e de texto são de Babaya Morais, que acompanha há 7 anos os trabalhos vocais da companhia.

MUSEU DE IMAGENS DO INCONSCIENTE (*)
Por não aceitar as formas de tratamentos psiquiátricos em uso na época, como o eletrochoque, a lobotomia, o coma insulínico, e ser uma incentivadora de práticas de humanização da loucura, a psiquiatra Nise da Silveira criou em 1946, no Centro Psiquiátrico Nacional, Rio de Janeiro, a Seção de Terapêutica Ocupacional. Dentre as diferentes atividades, pintura e modelagem se destacaram como um meio de acesso ao mundo interno dos pacientes. A produção desses ateliês foi tão abundante que em 1952 nasceu o Museu de Imagens do Inconsciente.

O Museu é um centro vivo de estudo e pesquisa sobre as imagens e tem caráter marcadamente interdisciplinar, o que permite troca constante entre experiência clínica, conhecimentos teóricos de psicologia e psiquiatria, antropologia cultural, história, arte, educação.

O espaço não é uma instituição voltada para o passado: em seus ateliês os frequentadores criam diariamente novos documentos plásticos e compartilham suas experiências no convívio com funcionários, animais, estudantes, pesquisadores e visitantes. Este trabalho possibilitou o surgimento de artistas que logo foram reconhecidos no mundo das artes, como Emygdio de Barros, Fernando Diniz, Adelina Gomes e Carlos Pertuis. Com isso seu acervo não cessa de crescer e se atualizar. Emydio chega inclusive a ser exaltado pelo poeta Ferreira Gullar como sendo o único gênio da pintura brasileira, já que não é possível defini-lo em função de escolas artísticas, vanguardas, estilos, metiê.

Com um acervo de mais de 350 mil obras, o Museu tem a maior e mais diferenciada coleção do gênero no mundo. As principais obras são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Guarda também a biblioteca e o arquivo pessoal de sua fundadora, Nise da Silveira, detentor do Registro Mundial no Programa Memória do Mundo da UNESCO.
FICHA TÉCNICA
Direção: Eduardo Moreira
Elenco: Leonardo Rocha
Dramaturgia: Eduardo Moreira
Assistente de Direção: Antônio Rodrigues
Direção Vocal e de Texto: Babaya
Preparação Corporal:  EliatriceGischewski
Iluminação: CiaTecno (Richard Zaira e Pedro Paulino)
Cenário: Leonardo Rocha
Figurino: Julia Panadès
Direção de arte: Julia Panadés
Assessoria de Comunicação: Beatriz França
Fotografia: Tati Motta
Criação Gráfica: Luiza Godim
Produção: Grupo Maria Cutia (Luisa Monteiro)

GRUPO MARIA CUTIA
Companhia de Teatro que nasceu em Belo Horizonte, em 2006, edesde então, edifica e apresenta seus espetáculos em praças, parques, ruas e palcos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. Como frentes de pesquisa artística, o grupo trabalha com o diálogo entre música e teatro, numa investigação autoral que denomina música-em-cena, que propõe a trilha sonora executada ao vivo pelos atores em uma pesquisa que alia a dramaturgia à canção.  Atualmente, o Grupo Maria Cutia tem ativos em seu repertório espetáculos adultos, para crianças e de classificação livre. Ao partir de diferentes linguagens - do jogo do palhaço, das máscaras expressivas, do ator brincante, do cancioneiro de Chico Buarque, dos textos clássicos da dramaturgia ou de uma dramaturgia original criada em processo colaborativo – cada espetáculo foi elaborado de uma forma distinta, mas sempre pensado com um olhar especial e atento para o seu espectador. Desta forma, o grupo busca um teatro amplo, autoral, simples e com qualidade artística, que tem em seu público o principal interlocutor nas apresentações. 
 
Em 2011 o Grupo Maria Cutia inaugurou sua sede, a Toca da Cutia, em Belo Horizonte. O espaço, que já recebeu oficinas, ensaios abertos e encontros com diversos artistas nacionais e internacionais, é o ambiente de pesquisa onde a Cia desenvolve suas perscrutações estéticas. Na Toca da Cutia, acontecem também treinos e cursos de formação em palhaçaria ministrados pelos artistas do grupo. O Grupo Maria Cutia já se apresentou em 6 países, 19 estados nacionais totalizando mais de 170 cidades brasileiras, para um público superior a 400 mil espectadores em seus 12 anos de história.

Engenho de Dentro” - Temporada de estreia 
(novo espetáculo do Grupo Maria Cutia)
Solo de Leonardo Rocha
Direção de Eduardo Moreira
 
27 e 28 de outubro e 1º a 4 de novembro de 2018
Quinta, sexta e sábado -  20h | Domingo - 19h
Sesc Palladium (Teatro de Bolso)
Av. Augusto de Lima, 420 - Centro, Belo Horizonte
Sinopse: um homem confinado em um quarto relata suas histórias delirantes, aventuras fantásticas e desvarios. Sempre vigiado pelos olhares de seu perseguidor imaginário, que assume distintas formas e personalidades. Recluso em suas memórias alucinadas, ele nos convida a uma viagem delirante e poética ao universo da loucura. Duração: 55 minutos 
Ingressos
R$15 (inteira) e R$7,50 (meia)
Vendas na bilheteria do teatro 
[Funcionamento: terça-feira a sábado - 12h às 21h. | Domingo - 12h às 20h]
ou pelo site ingressorapido
primeira semana: https://www.ingressorapido.com.br/event/9634/d/42161/s/206847
segunda semana: https://www.ingressorapido.com.br/event/9635/d/42166/s/206857

MAIS INFORMAÇÕES
Informações para o público: (31) 3270-8100 – bilheteria do teatro | 
(31) 98888-1331 – WhatsApp Maria Cutia