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CLUBE DO LIVRO - DEPOIS A LOUCA SOU EU

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Concorra a exemplares do livro: "Depois a louca sou eu":

 

 

Se você for um dos sorteados, retire seu brinde até o dia 15 de junho, quarta-feira, na Av. Getúlio Vargas, 291, das 9h às 15h.

 

 

SINOPSE


Depois a louca sou eu

O leitor de Tati Bernardi, que nem sempre está entre os milhões que os roteiros de suas comédias românticas amalucadas arrastam às telas, não demora a sentir a do inesperado nesta escritora impetuosa e original.
À primeira vista estão ali os clichês da loquacidade histérica, a coragem implícita na condição exposta da mulher, “aberta a fungos e promessas”. Autocompaixão e autocrítica se alternam em ritmo estonteante, que persegue o pulso cômico do exagero para exibir o reverso dos gêneros (o sexual e o da escrita feminista, ou pós-feminista) na forma de uma escatologia inédita, feita de cistites e constipações. Mas esta autora não é misógina, porque resvala antes na misantropia em geral, mostrando se adepta da mais drástica intensidade narrativa, como uma roteirista de telenovelas que fosse em segredo discípula, sei lá, de Kierkegaard. Raro ver, ainda mais na crônica, gênero que quase exige o diletantismo hesitante e a falta de assunto, tamanha pressa de dizer tanta coisa ardente sob as aparências do que o poeta popular chamou de “guizos falsos da alegria”. Neste volume autobiográfico, porém, é como se a tampa da cabeça de Tati Bernardi fosse desatarraxada para que os fãs bisbilhotassem à vontade lá dentro. Revela-se que a vertigem alucinatória de sua prosa é produto tanto de fibrilação estilística quanto do estado natural do psiquismo da autora. Seu avô já tinha “a coisa”, como sua avó dizia. Medo de ir, ela resume — ataques de pânico, fobia a avião, a patas de barata, a vomitar, a cheiros, festa, a lugar fechado, a Ano-Novo.
Sentir-se uma criança em carne viva. E então a maravilha do primeiro comprimido de Rivotril, “chuva fina que caiu sobre uma horta de manjericão fresco”. Perto do desfecho do livro, quando já não há antidepressivo nem terapeuta que dê conta, a literatura aparece como medicina das almas, capaz de remediar o escritor autêntico e o leitor sincero. Pois, numa constatação inquietante mas tranquilizadora, “ninguém está bem”.

Otavio Frias Filho

Está promoção já foi encerrada!

  • Daniela Assis Alves Ferreira
  • Elder Marcio Souza
  • Luiz Vitor Soares
  • Alexandre Jose de Andrade
  • Anderson Alvares da Silva
  • Jordelina da Silva Lourenco
  • Georgina Rosa Henrique
  • Anderson Ferreira Costa
  • Jose Eustaquio de Souza
  • Sergio Danilo Junho Pena
  • Paulo Rangel de Queiroz
  • Marcos Antonio Souza
  • Marco Antonio Salim Nogueira
  • Leda Alves Catae

Esta é uma promoção exclusiva para os assinantes do jornal Estado de Minas. Os prêmios deverão ser retirados somente na data e horário estipulados neste hotsite, não cabendo ao Estado de Minas reservar, guardar ou trocar tais itens. No ato do cadastro, o internauta deverá fornecer somente as informações solicitadas: Login; Senha. A retirada do prêmio deverá ser feita somente pelo ganhador ou terceiro, mediante apresentação de Carteira de Identidade original do contemplado. Não serão aceitas cópias de qualquer outra documentação na retirada de prêmios. Caso o assinante contemplado não retire seu prêmio na data e horário especificados no hotsite da promoção, tais itens serão de propriedade do Estado de Minas. O assinante poderá conferir a relação dos contemplados acessando este hotsite. As datas e horários de divulgação dos resultados podem ser alterados sem aviso prévio. O direito ao prêmio não pode ser convertido em dinheiro. Em hipótese alguma o ganhador poderá pedir a troca ou substituição de qualquer detalhe que não seja o determinado na descrição do prêmio. Ao inscrever-se o internauta declara ter lido e aceito o regulamento acima descrito.

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Depois a louca sou eu

O leitor de Tati Bernardi, que nem sempre está entre os milhões que os roteiros de suas comédias românticas amalucadas arrastam às telas, não demora a sentir a do inesperado nesta escritora impetuosa e original.
À primeira vista estão ali os clichês da loquacidade histérica, a coragem implícita na condição exposta da mulher, “aberta a fungos e promessas”. Autocompaixão e autocrítica se alternam em ritmo estonteante, que persegue o pulso cômico do exagero para exibir o reverso dos gêneros (o sexual e o da escrita feminista, ou pós-feminista) na forma de uma escatologia inédita, feita de cistites e constipações. Mas esta autora não é misógina, porque resvala antes na misantropia em geral, mostrando se adepta da mais drástica intensidade narrativa, como uma roteirista de telenovelas que fosse em segredo discípula, sei lá, de Kierkegaard. Raro ver, ainda mais na crônica, gênero que quase exige o diletantismo hesitante e a falta de assunto, tamanha pressa de dizer tanta coisa ardente sob as aparências do que o poeta popular chamou de “guizos falsos da alegria”. Neste volume autobiográfico, porém, é como se a tampa da cabeça de Tati Bernardi fosse desatarraxada para que os fãs bisbilhotassem à vontade lá dentro. Revela-se que a vertigem alucinatória de sua prosa é produto tanto de fibrilação estilística quanto do estado natural do psiquismo da autora. Seu avô já tinha “a coisa”, como sua avó dizia. Medo de ir, ela resume — ataques de pânico, fobia a avião, a patas de barata, a vomitar, a cheiros, festa, a lugar fechado, a Ano-Novo.
Sentir-se uma criança em carne viva. E então a maravilha do primeiro comprimido de Rivotril, “chuva fina que caiu sobre uma horta de manjericão fresco”. Perto do desfecho do livro, quando já não há antidepressivo nem terapeuta que dê conta, a literatura aparece como medicina das almas, capaz de remediar o escritor autêntico e o leitor sincero. Pois, numa constatação inquietante mas tranquilizadora, “ninguém está bem”.

Otavio Frias Filho