Login

Efetue seu login para participar:
Diminuir Aumentar


Publicação:30/06/2014 17:09 | Atualização: 30/06/2014 17:22

Fotógrafo francês lança, em Belo Horizonte, livro sobre a diversidade sociocultural do rio São Francisco


Alain Dhomé fotografou, durante sete anos, os personagens, a paisagem e a história ao longo do “Velho Chico”

No dia 26 de junho, às 19h, o fotógrafo francês, naturalizado brasileiro, Alain Dhomé vai lançar o livro “Nas Águas do Velho Chico” no Centro de Arte Popular da Cemig (Rua Gonçalves Dias, 1608 - Lourdes). A obra de 180 páginas, com 120 fotografias, textos em português e inglês e impressa no formato 28x28cm, mostra personagens, paisagem, cultura, arquitetura e fatos históricos que acompanham o curso d’água do “Velho Chico” em cinco Estados brasileiros.

 

As imagens foram captadas, ao longo de sete anos, durante viagens feitas por Dhomé pelos percursos do rio em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Antes de serem transformadas em livro, as fotografias foram expostas em Belo Horizonte, Brasília, Paris (França) e Bogotá (Colômbia). São registros que mostram o caminho que o descobridor daquelas águas exuberantes, o navegador italiano Américo Vespúcio, não fez e o que teria visto se as tivesse navegado. Por isso, traz uma proposta diferente, com narração que começa da foz, na fronteira de Alagoas com Sergipe, até a nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais.
Fotos e textos contam parte relevante da história do Brasil por meio das águas do “Velho Chico”, ressaltando a importância desse rio na conquista do solo brasileiro e como ele foi essencial para os desbravadores avançarem sertão adentro. Em diferentes nuances, a arte se mistura a fatos históricos e ao cotidiano do bravo povo ribeirinho.
Segundo Alain Dhomé, o livro, que foi viabilizado pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura com patrocínio da Cemig e apoio do jornal ESTADO DE MINAS, busca mostrar a riqueza natural e cultural que surge a partir desse importante curso d’água e fazer um apelo para a conservação de um dos maiores símbolos do Brasil. “O povo brasileiro precisa conhecer melhor uma de suas maiores riquezas: o Rio São Francisco, considerado a coluna vertebral da conquista do território nacional. O livro é uma homenagem ao povo ribeirinho, que tanto ama o Velho Chico e serve como um grande instrumento de educação e preservação do rio”, afirma Dhomé.
Os textos foram escritos por três grandes estudiosos sobre o assunto, doutores das melhores universidades brasileiras: Edilson Alkmim Cunha, professor, escritor, tradutor e um dos maiores linguistas do país, da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília; Denílson Meireles Barbosa e Nôila Ferreira Alencar, professores e pesquisadores do Núcleo de História e Cultura Regional da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).